Os astronautas chineses Tang Hongbo, Nie Haisheng e Liu Boming acenam antes de embarcarem a bordo da espaçonave Shenzhu-12, impulsionada por um foguete Longa Marcha 2F. A nova estação espacial recebeu o nome de Tiangong (Palácio Celestial), e ainda está em construção
Os três astronautas saíram da base de Jiuquan, no deserto de Gobi (noroeste do país). Eles se dedicarão a trabalhos de manutenção, instalação, saídas para o espaço, preparação de futuras missões e de próximas estadas de outros tripulantes
A missão marca a primeira vez em quase cinco anos que a China lança um voo espacial tripulado, uma questão de prestígio para o governo, que se prepara para celebrar o centenário do Partido Comunista no poder em 1º de julho
O foguete decolou às 9h22 no horário local (22h22 no horário de Brasília) do centro de lançamento de Jiuguan. A missão Shenzhu-12 é o terceiro dos 11 lançamentos que serão necessários para a construção da estação entre 2021 e 2022
De acordo com o governo chinês, ao todo, estão previstas quatro missões tripuladas. Além do módulo que já está em órbita, os dois restantes - que serão laboratórios de biotecnologia, medicina, ou astronomia - serão enviados ao espaço em 2022
Após a conclusão, a estação terá uma massa de cerca de 90 toneladas, com expectativa de vida útil de pelo menos 10 anos, de acordo com a agência espacial chinesa
A China investiu bilhões de dólares para alcançar potências espaciais como EUA e Rússia. O interesse chinês em ter a própria base humana na órbita foi impulsionado pela proibição americana de seus astronautas estarem na ISS
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