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16/10/2021

Nasa lança missão Lucy para estudar asteroides em Júpiter

Missão Lucy é enviada pela Nasa a Júpiter para estudar asteroides
Missão Lucy é enviada pela Nasa a Júpiter para estudar asteroides Bill Ingalls/Nasa/Divulgação

A Nasa, agência espacial americana, lançou na manhã deste sábado (16) a missão Lucy, que tem como objetivo estudar asteroides de Júpiter e colher mais informações sobre a formação do sistema solar. O foguete Atlas V decolou às 9h34 (6h34 no Brasil) do Cabo Canaveral, na Flórida, para uma viagem de 12 anos.

Lucy tem como missão estudar os "asteroides troianos". Os pesquisadores da Nasa acreditam que esses asteroides, que estão na órbita de Júpiter, sejam remanescentes do material que sobrou da formação dos planetas do sistema solar, há mais de 4 bilhões de anos. Segundo informações da Nasa, "esses corpos primitivos contêm pistas vitais para decifrar a história do sistema solar". 

Essa é a primeira missão a estudar esses asteroides, e o nome Lucy não foi escolhido por acaso. A missão leva o nome do ancestral humano fossilizado (chamado de “Lucy” por seus descobridores) cujo esqueleto forneceu informações sobre a evolução da humanidade. Da mesma forma, a missão Lucy pretende revolucionar o conhecimento sobre as origens planetárias e a formação do sistema solar.

09/08/2021

Após apagão, CNPq informa que plataforma Lattes é restabelecida

CNPq afirma que todo sistema da plataforma Lattes foi restabelecido
CNPq afirma que todo sistema da plataforma Lattes foi restabelecido Divulgação

O CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) informou na noite do último sábado (7) que todos os sistemas da Plataforma Lattes foram restabelecidos. Pesquisadores já podem atualizar o currículo e cadastrar novos usuários.

Pesquisadores notaram no dia 23 de julho que a plataforma estava fora do ar, o que gerou apreensão em todo o meio acadêmico com a possibilidade de perda de dados. A plataforma Lattes é considerada o 'Linkedin dos pesquisadores' por reunir todas as informações acadêmicas e de pesquisas produzidas no país.

A plataforma é muito utilizada para a distribuição de bolsas de pesquisa e de recursos. Além do currículo Lattes, os pesquisadores estão sem acesso ao Diretório de Grupos de Pesquisa, Diretório de Instituições e Extrator e da Fundação Carlos Chagas.

Segundo o ministro do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações), Marcos Pontes, houve uma falha em uma peça em um dos computadores que causou a interrupção de dados. Pontes garantiu que nenhum dado foi perdido. 

A situação também gerou uma série de críticas e preocupação quanto a manutenção da estrutura do CNPq diante dos sucessivos cortes orçamentários. 

No dia 3 de agosto, o Lattes havia voltado parcialmente. De acordo com texto publicado no site do CNPq, pesquisadores que tenham dúvidas ou dificuldades podem entrar em contato diretamente com a instituição pela central de atendimento, pelo telefone (61) 3211 4000, ou o e-mail cnpq@mctic.gov.br.

29/07/2021

Apagão no CNPq: Marcos Pontes diz que não houve perda de dados

Ministro Marcos Pontes afirma que nenhum dado foi perdido com o apagão no CNPq
Ministro Marcos Pontes afirma que nenhum dado foi perdido com o apagão no CNPq Alan Santos/PR - 27.10.2020

O ministro do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações) Marcos Pontes, publicou um vídeo nesta quarta-feira (28) em suas redes sociais informando que mesmo com o apagão na plataforma lattes, nenhum dado foi perdido. Pesquisadores de todo o país não conseguem acessar, desde o fim de semana, os diretórios do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

"Teve um problema no componente do computador", destacou Pontes no vídeo, "mas não teve prejuízo de dados, todos os dados estão preservados". O ministro afirmou, ainda, que uma empresa foi contratada e em breve tudo estará normalizado.

Para o presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), o professor Renato Janine Ribeiro, "um defeito em uma peça gerou esse problema, acredito que em breve o Lattes esteja de volta, foi mais um susto, mas o que de fato preocupa é a falta de manutenção no CNPq", avalia. "É preciso que haja um cuidado maior, numa situação análoga, não podemos ver o Tupã, responsável pela previsão do tempo, ser desligado por falta de recursos."

Anderson Luiz Ferreira, professor assistente da UFG (Universidade Federal de Goiás) em Catalão, destaca que o falta de recursos é o maior problema. "O contingenciamento de verba tem prejudicado a pesquisa, sem dúvida, mas afeta toda a infraestrutura do CNPq e esse problema no computador é um exemplo disso."

"Apesar dos comunicados, não estamos seguros que teremos todos os dados de volta, além disso, diferentes diretórios estão atrelados à plataforma e não sabemos qual a dimensão desse apagão, não temos muitas informações sobre o que ocorreu", desabafa. "O prejuízo já está posto."

A plataforma Lattes é considerada o 'Linkedin dos pesquisadores' por reunir todas as informações acadêmicas e de pesquisas produzidas no país. A plataforma é muito utilizada para a distribuição de bolsas de pesquisa e de recursos. Além do currículo Lattes, os pesquisadores estão sem acesso ao Diretório de Grupos de Pesquisa, Diretório de Instituições e Extrator e da Fundação Carlos Chagas.

Por meio de nota, o CNPq informou que todos os prazos foram suspensos e prorrogados e que as bolsas serão mantidas. Sobre os diretórios, o órgão ligado ao MCTI publicou a seguinte nota no site:

"Em continuidade aos comunicados sobre a indisponibilidade dos sistemas do CNPq, incluindo as Plataformas Lattes (Currículo Lattes, Diretório de Grupos de Pesquisa, Diretório de Instituições e Extrator Lattes) e Carlos Chagas, esclarecemos:

O problema que causou a indisponibilidade dos sistemas já foi diagnosticado em parceria com empresas contratadas e os procedimentos para sua reparação foram iniciados.

O CNPq já dispõe de novos equipamentos de TI e a migração dos dados foi iniciada antes do ocorrido. Independentemente dessa migração, existem backups cujos conteúdos estão apoiando o restabelecimento dos sistemas. Portanto, não há perda de dados da Plataforma Lattes.

O pagamento das bolsas implementadas não será afetado.

Todos os prazos de ações relacionadas ao fomento do CNPq, incluindo a Prestação de Contas,  estão suspensos e, de ofício, serão prorrogados.

Os comunicados oficiais do CNPq são feitos exclusivamente por meio dos canais oficiais na internet: site e redes sociais. Manteremos todos atualizados sempre que houver novas informações sobre a questão.

Para demais dúvidas, entre em contato com a Central de Atendimento pelo telefone 61 3211 4000 ou pelo e-mail cnpq@mctic.gov.br

Reforçamos que o CNPq/MCTI estão comprometidos com a restauração do acesso aos sistemas operacionais com a maior brevidade possível
."

13/11/2020

Alunos da Unesp criam app para monitorar queimadas e Nasa aprova

Equipe Gaia, composta por estudantes da Unesp, classificada pela Nasa
Equipe Gaia, composta por estudantes da Unesp, classificada pela Nasa Arquivo Pessoal

Um grupo de estudantes da Unesp (Universidade Estadual Paulista) foi selecionado pela Nasa (Agência Espacial Americana) por criar um aplicativo para monitorar e ajudar no combate às queimadas.

A equipe Gaia Enterprise é composta pela Alessandra Goulart Custodio, estudante de Ciências Biológicas na Unesp/Bauru (e membro da equipe do Observatório de Astronomia da Unesp), pelos estudantes Felipe Scola Froes e Paulo Henrique Rodrigues Sanchez, do curso de Física na Unesp/Bauru, por Pedro Luiz Cason Caldato, estudante de Ciência da Computação na Unesp/Bauru e o bacharel em Ciências de Dados, Bruno Henrique Conterato. 

Leia mais: Estudantes brasileiros conquistam o 2º lugar em competição da Nasa

Essa turma participou do hackathon Nasa Space Apps, que nesta edição ocorreu totalmente online devido a pandemia de coronavírus. Participaram da disputa 26 mil pessoas de vários cantos do mundo em 3.800 equipes e foram enviados 2300 projetos. E a equipe Gaia venceu a etapa regional.

A Nasa propôs como desafio aos participantes criar uma solução para resolver desafios relacionados aos desastres naturais. "Dentro do desafio observamos que as queimadas estão ocorrendo em vários países, não apenas no Brasil", explica Felipe. "Austrália, Estados Unidos também sofrem o problema e desenvolvemos um aplicativo capaz de monitorar os focos de incêndio."

Leia mais: Estudantes criam chiclete e levam principal prêmio da NASA

O aplicativo desenvolvido pelos estudantes da Unesp é capaz de avaliar se a queimada é espontânea ou criminosa. Para isso, são analisados os dados dos databases da Nasa e do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Com base nesses dados foi possível criar um algoritmo que coleta os focos de incêndio em tempo real e faz uma correlação com os dados históricos do local.

O algoritmo busca informações como condição do clima, umidade, direção e velocidade do vento, temperatura, bioma, etc. Com esses dados históricos (de todas as queimadas que já ocorreram no local) com a condição atual (clima atual onde a queimada está ocorrendo) é possível entender analisar e até prever futuros focos de incêndio.

Leia mais: Alunos ganham concurso da Nasa com sistema para achar óleo no mar

"Além da funcionalidade de mostrar os focos de incêndio logo no início, o que torna mais fácil o combate ao fogo, o aplicativo oferecde um botão de denúncia, que envia a localização do GPS do celular para as autoridades", explica Pedro.

Todo esse processo foi desenvolvido em apenas 48 horas, além da criação de uma logomarca e a comunicação nas redes sociais. "Apresentamos um paper e fizemos um pitch de dois minutos", explica Alessandra.

A Gaia aguarda a seleção que a Nasa divulgará em dezembro com as 30 melhores equipes. Em janeiro, o Space Apps selecionará os projetos vencedores e as equipe poderão conhecer o Space Kennedy, na base de lançamento do Cabo Canaveral. Paralelamente, os brasileiros buscam apoio financeiro para colocar o aplicativo no mercado.

16/06/2020

Estudantes transformam cientistas em super-heroínas de HQ

HQ 'Liga das Mulheres Cientistas'
HQ 'Liga das Mulheres Cientistas' Reprodução

O professor de física e doutorando da Unicamp, Yuri Meyer, criou um programa de iniciação científica junior com a intenção de aproximar o universo acadêmico dos estudFantes do ensino médio.

Além de artigos científicos, meninas puderam dar asas a imaginação e lançar um livro que conta a história de dez mulheres cientistas que deixaram sua marca na humanidade.

A ideia surgiu no final de 2018, quando no grupo de iniciação científica do Colégio Anglo Portal de Limeira, um grupo de meninas decidiu pesquisar sobre as mulheres na ciência. "Começamos a discutir sobre o papel das mulheres no meio acadêmico e as dificuldades enfrentadas por elas", conta a estudante Maria Carolina Cardoso Grochoski, de 17 anos.

"Começamos a levantar não só as pesquisas, mas a vida delas e surgiu a ideia de contar em história em quadrinhos", diz Maria Carolina. "Usamos aplicativos e a ideia foi evoluindo até a contratação de um ilustrador e o projeto de um livro." Nasceu aí o livro 'Liga das Mulheres Cientistas'

Para o professor Yuri, o debate da questão de gênero é fundamental na atualidade. "As mulheres contribuíram muito para o avanço da humanidade, mas não são lembradas", avalia. "Sofreram com o machismo, tiveram pesquisas prejudicadas até deixaram de receber o prêmio Nobel."

Yuri com estudantes
Yuri com estudantes Reprodução

Cada estudante escreveu uma história, que depois contou com a revisão de uma editora. "Nunca imaginei participar de algo tão inspirador e contribuir para a valorização das mulheres na ciência", diz Maria Carolina.

Publicar um artigo acadêmico no ensino médio é valioso, mas a proposta do grupo, segundo Yuri, é divulgar o trabalho das cientistas para estudantes de diferentes idades. "Esse foi o nosso maior desafio, traduzir a pesquisa delas e a vida para crianças do ensino fundamental até adolescentes do médio."

Por essa razão, o formato escolhido foi de história em quadrinhos, mais acessível a todos os públicos. Para transformar a ideia em livro, as meninas conseguiram arrecadar os recursos necessários.

Nesta etapa, as alunas pesquisadoras buscam apoio para ampliar a produção dos livros para que cheguem nas mãos de alunos da rede pública. "Para nós, é projeto que tem como objetivo fortalecer a ciência e a educação", conclui Yuri.

Os livros estão disponíveis neste site.

 

27/04/2020

Idosos se adaptam às novas tecnologias durante isolamento

Idosos aprendem a usar as novas tecnologias
Idosos aprendem a usar as novas tecnologias Pixabay

"Aprender a fazer vídeo chamada foi uma benção de Deus neste momento de pandemia, sabe como é o coração de mãe? Precisa ver os filhos e bem", diz Maria Aparecida Dornelas Araújo, dona de casa e moradora da pequena Aracitaba, interior de Minas Gerais.

Diante do isolamento por conta da pandemia do novo coronavírus, os idosos, principal grupo de risco da doença, tiveram de aprender a lidar com as novas tecnologias, pelo menos com os ceulares e aplicativos.

"Tenho parentes em outras cidades e uma filha mora em Juiz de Fora, fico muito preocupada porque sei que esse vírus está matando muita gente", conta dona Cida, que foi aprendeu a usar aplicativos de celular com uma das filhas.

Dona Cida em vídeo chamada
Dona Cida em vídeo chamada Arquivo Pessoal

Ela também ganhou um notebook e uma conta no Facebook. "Minha filha me ensinou o básico, mas consigo conversar com amigos de outros estados e manter contato com a família pelas redes sociais, o que é ótimo nessa fase."

Leia mais: Idosos em casas de repouso falam da saudade em meio à pandemia

O instrutor de informática para idosos, Henrique Reimberg, destaca que a pandemia será um divisor de águas para a terceira idade. "As pessoas que vieram de uma cultura analógica têm mais dificuldade e até uma certa resistência ou mesmo um bloqueio para usar as novas tecnologias," explica o instrutor. 

Henrique orienta a terceira idade com a informática
Henrique orienta a terceira idade com a informática Arquivo Pessoal

As aulas para os idosos surgiram meio que ao acaso. "Comecei a dar aulas particulares para pessoas da terceira idade e um indicou o outro e assim tenho trabalhado", conta. "A maior queixa é que nem sempre os filhos e netos estão por perto para ajudar e quando estão, eles fazem e não ensinam."

Dessa forma, a rotina de trabalho de Henrique com os idosos é atender as necessidades de cada um. No geral, acessar a internet e usar aplicativos. Algumas coisas que são simples para quem está acostumado com a informática pode se transformar em um transtorno para os idosos como a atualização de programas. 

Leia mais: Novo coronavírus: idosos convivem com medo, ansiedade e solidão

"Eles estão acostumados a apertar um determinado botão para acessar uma função, mas a usuabilidade dos programas não é pensada para este público, eles também preferem o que é tangível, o próximo", explica o professor.

Sem contato próximo, as atividades estão suspensas porque a maioria não gosta de acompanhar as aulas ou ter um suporte online. "Eles têm preferência por estar ao lado e muitas vezes temos de convencer que é melhor usar o sistema bancário online a ficar em filas nos bancos."

Mesmo diante da resistência, Henrique aposta que a pandemia ajudará os idosos a usar mais as ferramentas tecnológicas, principalmente para a comunicação.

Domingos: conversa com os filhos
Domingos: conversa com os filhos Arquivo Pessoal

O aposentado Domingos Carlos Garcia de Oliveira, 72 anos, está em casa com a esposa. Sem poder sair, elegeu o aplicativo Whatsapp como ferramenta para falar com os filhos e amigos. "Tenho um filho que mora há 16 anos na Argentina e sempre nos falamos por vídeo chamada para matar um pouco a saudade."

Seu Domingos, como é conhecido, também conversa com os amigos também aposentados da Volkswagen, empresa onde trabalhou por quase toda a vida. Decidiu não criar contas em outras redes sociais para "não perder o dia em frente ao computador ou celular", mas confessa que sente falta dos esportes. "Faço atividades físicas com frequência e agora no isolamento não posso jogar basquete com os meus amigos."

Para o advogado e contador Irineu José Nogueira, de 81 anos, a pandemia não permite sair de casa, mas o trabalho continua. "Uso o computador e a internet para acessar os programas que preciso no dia a dia do meu trabalho, mas na prática, pouca coisa mudou." Para falar com a família e com os seus clientes, Ireneu prefere usar o telefone celular e o e-mail. 

12/04/2020

Pesquisador brasileiro conta como superou o isolamento na Antártica

O pesquisador Win Degrave coordena o projeto FioAntar
O pesquisador Win Degrave coordena o projeto FioAntar Fiocruz/Divulgação

Win Degrave é pesquisador da Fiocruz (Instituto Oswaldo Cruz) e coordenador da Fioantar junto ao CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). A FioAntar é o projeto de pesquisa da Fiocruz na Antártica, na base brasileira de Comandante Ferraz.

O pesquisador conta ao R7 como lidar com as dificuldades em um lugar não habitado e, principalmente, com o isolamento. Dicas importantes em tempo de isolamento social para combater o coronavírus no país.

Assim como todos que estão tracando em casa, o contato com a família é fundamental para lidar com o longo período de pesquisas no distante continente gelado.

Leia mais: Estação brasileira na Antártida é reinaugurada com 17 laboratórios

“Tínhamos um chip que permitia conversar com as pessoas no Brasil tranquilamente, o que nos dava uma sensação de proximidade, mas no navio durante a expedição para pesquisa, a comunicação era praticamente inexistente, foi uma semana mais difícil”, diz Degraves.

Para o pesquisador, além da comunicação, que pode ser feita por telefone, por aplicativos do celular ou por teleconferência no computador, também é preciso se procupar em manter a capacidade produtiva e as atividades físicas.

 “Importante manter o corpo ativo, assim como manter a rotina, se sentir útil e produtivo, não podemos deixar que a quarentena tire a cor do dia”, orienta o pesquisador brasileiro.

Os profissionais que se aventuram em uma expedição para a Antártica contam com um infraestrutura que ajuda a manter o corpo saudável. “No navio até a Antártica, fazíamos exercícios com o pessoal da Marinha, na base tínhamos uma sala usada para as atividades físicas”, lembra o pesquisador.

Aventura científica

Para chegar ao continente gelado, a equipe de pesquisadores passou primeiro por um treinamento intenso com a equipe da Marinha, além de acompanhar palestras sobre sobrevivência em meio ao gelo.

Pesquisador coleta amostras nas rochas da Antártica
Pesquisador coleta amostras nas rochas da Antártica Fiocruz/Divulgação

A aventura começa quando os pesquisadores embarcam em um avião Hérculestiveram, da Força Aérea Brasileira (FAB) até o sul do Chile e depois ir de navio até a base Comandante Ferraz.

“A FAB é muito cuidadosa e só podemos viajar se as condições de vento e tempestades estiverem adequadas, ficamos na expectativa sem saber o dia exato da viagem”, relata o Degrave.

Ao chegar na Antártica, os pesquisadores enfrentaram a dificuldade de se adaptar aos alojamentos. A Base Comandante Ferraz foi destruída por um incêndio em 2012 e, após passar por uma reconstrução, foi reinauguradas e janeiro deste ano. Como o pesquisador da Fio Cruz desembarcou antes da conclusão das obras, ficou junto com sua equipe hospedado em um módulo de emergência.

“Ali convivemos com os engenheiros chineses, que não falavam português, nem inglês e dividimos um espaço relativamente pequeno”, conta Degrave.

Uma das memórias desse primeiro contato com o novo local de trabalho foi a dificuldade de se comunicar, pesquisadores, engenheiros e militares tiveram até que recorrer a mímica. “Foi até divertido e foi bom conhecer outras pessoas, diferentes culturas.”

A pesquisa longe de casa

Apesar da enorme variedade de organismos e de um ecossistema rico e diversificado, ainda são poucos os estudos sobre o impacto da Antártica sobre a saúde dos animais, dos seres humanos, ou sobre o próprio continente e a América do Sul.

“Nós pesquisamos os microrganismos que circulam entre os animais da Antártica e podem ser trazidos pelas correntes marinhas, pelo ar ou mesmo através de turistas, que vão até o continente, sobem geleiras e circulam por lá”, explica Degrave.

Coleta de musgo na Antártica para análise em laboratório
Coleta de musgo na Antártica para análise em laboratório Fiocruz/Divulgação

Ao longo dos quatro anos de duração do projeto, os pesquisadores irão estudar vírus, bactérias, fungos, líquens e microbactérias e helmintos, que podem estar presentes nos animais que vivem ou circulam pela região, nas águas, nos solos, nas rochas e ainda no permafrost, que é um tipo de solo encontrado na região do Ártico e formado por terra, gelo e rochas que estão permanentemente congelados.

“Essas amostras são coletadas e analisadas por sete diferentes laboratórios, o que torna o conhecimento mais abrangente”, avalia.

Veja também: Comandante Ferraz: conheça a nova estação brasileira na Antártica

14/04/2019

Whatsapp, Facebook e Instagram estão com problemas de acesso

As redes sociais apresentam instabilidades
As redes sociais apresentam instabilidades Dado Ruvic/Reuters – 28.03.2019

As redes sociais Whatsapp, Facebook, Messenger e Instagram apresentam alguns problemas de acesso na manhã deste domingo (14) em diferentes país de acordo com o site Downdetector.

Leia mais: WhatsApp faz testes para impedir mensagens compartilhadas demais

No Brasil, usuários reclamam que não conseguem acessar o Whatsapp ou que há falhas nos retornos, que o aplicativo de mensagens sai do ar ou trava.

Em Portugal, conforme infoma o site do jornal Público, internautas reclamam que não conseguem atualizar Facebook e Instagram.  

Usuários recorreram a outra rede social, o Twitter, para saber o que se passa. São registradas reclamações em diferentes línguas.

O Facebook ainda não se manifestou sobre o problema.