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01/07/2020

Mais cinco grandes marcas anunciam boicote ao Facebook

Empresas não querer ver suas marcas ligadas a conteúdos de ódio
Empresas não querer ver suas marcas ligadas a conteúdos de ódio Pixabay

Só aumenta o número de grandes marcas que aderem à campanha contra o Facebook por causa de sua política de conteúdo que, segundo os organizadores do boicote, é conivente com discursos de ódio. Na terça-feira (30), as gigantes Adidas, HP, Pfizer, Volkswagen e Honda anunciariam que estão retirando os anúncios da rede social.

O boicote mundial já tem mais de 240 participantes e ganhou nesta semana nomes como Ford, Coca-Cola, Starbucks e Unilever. Segundo um levantamento da Federação Mundial de Anunciantes, um terço dos 58 principais anunciantes do mundo pretendem aderir ao boicote - no total, eles investem US$ 100 bilhões em marketing. 

O movimento de boicote, que leva o nome Stop Hate for Profit, foi iniciado por grupos de direitos civis dos Estados Unidos após a morte do negro George Floyd, asfixiado por policiais em Minneapolis (EUA). Em uma carta aos anunciantes na quinta-feira (25), a Liga Anti-Difamação disse que o Facebook se recusou repetidamente a remover anúncios políticos que continham "mentiras flagrantes" e demorou a responder a pedidos de retirada de conteúdo conspiratório.

Twitter remove vídeo de Trump sobre Floyd por direitos autorais

Inicialmente, a campanha é restrita aos Estados Unidos, mas deve se estender para o mundo inteiro. A Ford, segunda maior montadora de veículos norte-americana, ao anunciar segunda-feira (29) a adesão à Stop Hate for Profit, explicou que reavaliará sua presença em todas as plataformas de mídia social também em outras regiões. A empresa acrescentou que discurso de ódio, violência e injustiça racial no conteúdo das redes sociais "precisam ser erradicados".

Os organizadores intensificaram a ação nos últimos dias por considerarem insuficiente a resposta do Facebook a postagens inflamatórias do presidente Donald Trump. Eles irão agora pedir às grandes empresas da Europa que se juntem ao boicote.

Reação do Facebook

O Facebook reconheceu que tem muito a fazer e afirma que irá desenvolver mais ferramentas para combater o discurso de ódio.

Na segunda-feira, a companhia afirmou que se submeterá a uma auditoria sobre como controlar o discurso de ódio.

O Media Rating Council (MRC), empresa de medição de mídia, conduzirá a auditoria para avaliar como o Facebook pode proteger os anunciantes de aparecerem ao lado de conteúdo nocivo.

O escopo e o cronograma da auditoria ainda estão sendo finalizados, disse o Facebook.

A rede social anunciou na semana passada que colocaria um aviso no conteúdo que viole suas políticas, mas a medida não satisfez os organizadores do boicote, que planejam mobilizar mais anunciantes globais para participar da campanha.

23/04/2020

Universidade de Oxford inicia testes de vacina contra o coronavírus

A primeira dose da vacina que será testada pela Universidade de Oxford
A primeira dose da vacina que será testada pela Universidade de Oxford Sean Elias / Divulgação via Reuters - 18.4.2020

Cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, vão iniciar testes clínicos em seres humanos com uma vacina experimental contra o coronavírus nesta quinta-feira (23). A informação foi confirmada pelo secretário de Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, nesta quarta.

O projeto vai receber uma verba extra de 20 milhões de libras (cerca de R$ 133 milhões) do governo britânico, segundo Hancock. "Vamos apoiá-los até o fim e dar os recursos que precisam para melhorar suas chances de sucesso", disse ele, segundo o jornal The Telegraph.

Leia também: Alemanha inicia em humanos teste de vacina contra novo coronavírus

O dinheiro irá financiar totalmente os testes clínicos, de acordo com o chefe do projeto, o infectologista Andrew Pollard. "Primeiro vamos testar a vacina em jovens adultos e, em seguida, outras faixas etárias", explicou o pesquisador, em entrevista a uma emissora britânica.

Um milhão de doses

Pollard disse também que o Instituto Jenner de Oxford e o centro de vacinas da universidade, responsáveis pela pesquisa, pretendem produzir "por conta e risco", um milhão de unidades da vacina experimental até setembro, mesmo enquanto os testes clínicos estarão em realização.

O risco é de que a vacina não se mostre eficaz contra o coronavírus durante o teste em humanos. Caso isso aconteça, todas as doses produzidas seriam inutilizadas e colocadas para descarte.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) já afirmou diversas vezes que espera que uma vacina segura esteja pronta dentro de um ano, mas os pesquisadores de Oxford esperam consegui-la bem anstes desse prazo.

"Nossa meta é já ter um milhão de doses em setembro, assim que tivermos os resultados de eficácia dela. Daí, poderemos andar mais rápido, porque é bem claro que o mundo vai precisar de centenas de milhões de doses até o fim do ano para acabar com essa pandemia", disse o diretor do Instuto Jenner, Adrian Hill.

A equipe de Oxford chamou o produto de "ChAdOx1 nCoV-19", que usa um tipo de imunização conhecido como recombinação viral, semelhante ao usado na vacina contra hepatite B. Ele foi escolhido porque, caso funcione, pode gerar uma forte resposta do sistema imunológico com apenas uma dose.

Estudos preventivos

A pesquisadora-líder do estudo, Sarah Gilbert, contou à imprensa britânica que sua equipe pôde avançar rapidamente na pesquisa porque já estava fazendo estudos preventivos para uma possível pandemia, que eles chamaram de "doença X".

"No ano passado já estávamos estudando vacinas contra febre de Lassa, Mers (outra doença causada por coronavírus) e a Doença X. Não sabíamos qual microorganismo a causaria, mas já tínhamos planos para o caso dele aparecer e nós precisarmos pesquisar". relatou.

O grupo também utilizou uma tecnologia que permite que a mesma base seja usada para diversos tipos diferentes de vacina, chamada ChAdOx.

Com isso, eles esperam que parceiros no Reino Unido, Europa, China e Índia possam ajudar com uma produção rápida da vacina. Dessa forma, se ela for aprovada, a produção e distribuição poderão ser feitas de maneira mais ágil pelo mundo.

15/10/2018

Morre Paul Allen, um dos fundadores da Microsoft

Paul Allen é co-fundador da Microsoft
Paul Allen é co-fundador da Microsoft Anthony P. Bolante/Reuters/17-04-03

O co-fundador da Microsoft, Paul Allen, morreu na tarde desta segunda-feira (15), em Seattle, Estados Unidos, aos 65 anos. 

A morte ocorreu por causa de complicações de um linfona não-Hodgkin, tipo de câncer que atinge o sistema linfático.

A informação foi divulgada pela Vulcan Inc., empresa de sua propriedade, à mídia americana.