01/05/2021

Após falha, helicóptero Ingenuity realiza o quarto voo em Marte

Na imagem feita pelo Perverance é possível ver o Ingenuity (no destaque) sobrevoando Marte
Na imagem feita pelo Perverance é possível ver o Ingenuity (no destaque) sobrevoando Marte Divulgação / NASA - JPL - 30.4.2021

Após uma falha técnica, a Nasa realizou nesta sexta-feira (30) o quarto voo do helicóptero Ingenuity em Marte. Uma imagem tirada por uma das câmeras do rover Perseverance, que levou o veículo até o solo do planeta vermelho em fevereiro, foi divulgada pelos perfis da agência espacial norte-americana.

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A foto mostra o Ingenuity bem mais distante do rover do que em todos os outros três voos anteriores. Na quinta, a Nasa já havia divulgado uma foto da Perseverance feita pelo helicóptero após a terceira decolagem bem-sucedida.

Também foi publicado um vídeo que mostra a sombra do Ingenuity passando no solo marciano durante o voo anterior. 

A Missão Mars 2020 foi lançada em julho de 2020 com objetivo de avançar na exploração de Marte. O Rover Persevarence é o responsável por coletar amostras de solo e rochas e também monitorar as atividades sísmicas no planeta com equipamento ultrasenssíveis.

O Ingenuity foi um desafio para os engenheiros da Nasas pelas condições da atmofesra de Marte, que é bem menos densa do que aqui na Terra. Até o momento, todos os voos realizados tiveram sucesso e os cientistas conseguiram ter um ponto de vista aéreo do planeta.

Nos primeiros três voos, os pesquisadores concluíram a primeira fase do projeto, que era simplesmente realizar decolagens e pequenos percursos na atmosfera mais rarefeita de Marte. Agora, na segunda etapa, o foco é "demonstrar operações de voo que futuras aeronaves poderão utilizar", segundo a agência.

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UE acusa Apple de concorrência desleal na distribuição de música

Spotify faz acusações contra a Apple desde 2019
Spotify faz acusações contra a Apple desde 2019 Joël SAGET, François WALSCHAERTS / AFP

A União Europeia (UE) acusou a gigante da tecnologia Apple de distorcer a concorrência mediante "abuso de posição dominante" na distribuição de música on-line, informa uma nota da Comissão Europeia divulgada nesta sexta-feira (30).

A instituição europeia abriu uma investigação em função de uma queixa apresentada contra a Apple pelo Spotify, em 2019, por concorrência desleal. O caso se refere ao uso abusivo da loja on-line App Store para promover seu serviço Apple Music.

A grave acusação da UE contra a Apple é um caso que se arrasta desde 2019, e ocorre em um momento em que as autoridades do setor de concorrência nos Estados Unidos, Rússia, Reino Unido e Coreia do Sul também estão analisando seu modelo de negócios.

"Ao estabelecer regras estritas na App Store que colocam em desvantagem os serviços de streaming de música da concorrência, a Apple priva os usuários de opções de streaming de música mais baratas e distorce a concorrência", disse a comissária europeia para a Concorrência, Margrethe Vestager.

O comunicado acrescenta que a Apple "distorce a concorrência no mercado de música on-line e abusa de sua posição dominante na distribuição de música através da App Store".

A Apple, diz a Comissão, criou um "ecossistema fechado" e nesse ambiente "controla todos os aspectos da experiência dos usuários".

Uso abusivo

A Comissão Europeia abriu uma investigação devido a uma queixa apresentada pelo Spotify em 2019 por concorrência desleal contra a Apple pelo uso abusivo da App Store para promover seu serviço Apple Music.

Um porta-voz da Apple rejeitou a avaliação da Comissão e acusou o Spotify de lucrar com sua participação na App Store sem querer "pagar nada por isso".

"O Spotify se tornou o maior serviço de assinatura de música do mundo, e estamos orgulhosos do papel que desempenhamos nisso", completou o porta-voz da Apple.

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Segundo ele, a ação do Spotify de "ser capaz de promover negócios alternativos na App Store" constitui "uma prática que nenhuma loja no mundo permite".

Em um comunicado, o advogado do Spotify, Horacio Gutierrez, afirmou que a posição da Comissão Europeia é "um passo fundamental para responsabilizar a Apple por seu comportamento contra a concorrência". Para ele, garantir que o ambiente digital da Apple "funcione de forma justa é uma tarefa urgente com grandes ramificações".

A posição da UE surge no momento em que a Apple enfrenta uma verdadeira rebelião de empresas que querem se libertar dos termos rígidos e das taxas impostas para poderem usar a App Store.

Aumento da pressão

Este é um dos quatro casos que a Comissão Europeia iniciou contra a Apple no ano passado e que pode forçar a empresa a mudar seu modelo de negócios. Os outros casos se concentram no sistema Apple Pay, assim como na oferta de livros eletrônicos.

No centro dos casos está o papel da Apple como guardiã da Internet, uma situação em que os desenvolvedores de software, ou empresas rivais, não têm outra opção a não ser atender às demandas da empresa para atingir centenas de milhões de consumidores.

A empresa Epic Games, que desenvolveu o jogo muito popular Fortnite, também entrou com uma ação na UE sobre as exigências da Apple para permitir o uso da App Store.

A UE prepara uma ambiciosa legislação que determinará certas normas obrigatórias para a operação de um grupo seleto de gigantes da tecnologia, como forma de proteger os consumidores.

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Ameaças on-line terminam em agressão para 20% das jornalistas

Impactos na saúde mental são a consequência mais frequente
Impactos na saúde mental são a consequência mais frequente Freepik

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) informou que uma em cada cinco mulheres jornalistas que recebeu ameaças na internet também sofreu ataques na vida real, especialmente no caso das árabes.

As mensagens misóginas estavam ligadas ao seu trabalho de cobertura de questões relacionadas aos direitos das mulheres, como a legalização do aborto, declarou à Agência Efe o chefe da seção de liberdade de expressão e segurança jornalística da Unesco, Guilherme Canela.

A conclusão foi retirada do estudo "The Chilling: Tendências mundiais da violência online contra as mulheres jornalistas". Segundo o levantamento, a etnia desempenha um fator: 64% das repórteres brancas entrevistadas disseram ter sido atacadas na internet, em comparação com 86% das mulheres indígenas e 81% das negras.

O mesmo vale para a orientação sexual, com 72% das mulheres heterossexuais informando que haviam sido ameaçadas ou hostilizadas no ambiente virtual, enquanto as taxas para aquelas que se identificaram como lésbicas (88%) e bissexuais (85%) eram mais altas.

O relatório, o primeiro do tipo e produzido pelo Centro Internacional de Jornalismo (ICFJ), baseia-se em uma pesquisa com 901 profissionais em 125 países e conclui que é mais provável que as repórteres árabes tenham a ameaça nas redes se traduza em um ataque real.

Mais da metade (53%) dos que se identificaram como árabes e disseram ter sofrido ataques acreditam ter sido semeados online, em comparação com 11% entre as mulheres brancas e 20% em geral.

"As jornalistas entrevistadas disseram que são ataques coordenados por interesses poderosos, do crime organizado aos líderes políticos", denunciou Canela na entrevista.

Impactos na saúde mental

A análise conclui que os impactos na saúde mental foram a consequência mais frequente dos ataques na web (26%), a ponto de algumas profissionais terem buscado atendimento médico ou ajuda psicológica.

Além disso, 30% das vítimas decidiram se "autocensurar", minimizando sua cobertura, mudando tópicos ou evitando falar sobre questões que levaram a essas ofensas.

Outra descoberta é que apenas 11% das jornalistas pesquisadas relataram seus casos de violência na internet às autoridades de aplicação da lei e apenas 8% tomaram medidas legais.

E apesar do progresso feito pela mídia nos últimos anos, apenas um em cada quatro jornalistas relatou estes ataques à empresa e 10% delas foram recebidas com silêncio de seus gerentes quando os relataram.

Canela considera urgente criar um sistema de apoio às mulheres que sofrem esses ataques para que possam apresentar reclamações de maneira efetiva.

"Em muitas redações os chefes são homens, e é muito importante que eles não minimizem estes problemas, porque eles são um ataque individual a cada uma destas mulheres, mas são também um ataque coletivo à liberdade de expressão", salientou.

Liberdade de expressão em cheque

A reportagem também reúne dois estudos de mais de 2,5 milhões de mensagens no Facebook e no Twitter dirigidas à jornalista britânica Carole Cadwalladr e à filipina Maria Ressa, ambas alvo do jornalismo crítico em seus respectivos países.

Ganhadora deste mês do Prêmio Mundial da Liberdade de Imprensa 2021 da Unesco/Guillermo Cano, Ressa recebeu ameaças de morte e estupro e ataques racistas, sexistas e misóginos sob a forma de textos e imagens.

Muitos desses abusos foram alimentados por declarações de políticos, pessoas influentes nas redes e blogueiros apoiadores do governo filipino de Rodrigo Duterte, enquanto no caso dos britânicos foram motivados por seus artigos sobre a eleição do ex-presidente americano Donald Trump e sobre as irregularidades da campanha a favor do Brexit.

Para casos como esses, a Unesco exige transparência às redes sociais para saber como elas gerenciam mensagens desse tipo, bem como o papel dos algoritmos e da moderação de conteúdo, a fim de aumentar a responsabilidade das plataformas digitais.

 

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Tecnologia é alternativa para atrair turistas após pandemia

Tecnologia é alternativa para atrair turistas após pandemia
Tecnologia é alternativa para atrair turistas após pandemia Pixabay

A pandemia de covid-19 e a busca por uma retomada rápida da economia abrem espaço para que o celular e uma boa conexão de internet sejam ferramentas importantes para que o turismo volte a ser uma atividade segura e rentável.

O uso de câmeras, sensores e aplicativos coloca centros urbanos no patamar de cidades inteligentes, onde dispositivos pessoais e equipamentos públicos estão conectados e trocando dados o tempo todo. Essas tecnologias ajudam a controlar melhor o fluxo de pessoas e aumentar a sensação de segurança sanitária no retorno à normalidade.

Segundo o professor de Turismo da Universidade Anhembi Morumbi Alan Guizi, a tecnologia pode indicar quais são os locais com menos visitantes e, assim, evitar aglomerações deverão continuar sendo uma situação de risco de contaminação pelo vírus até a estabilização dos casos da doença.

“Quanto mais o turista tiver a previsibilidade de onde ele vai visitar, como está o acesso e se não vai ter hordas de turistas, melhor”, afirma Guizi.

Em Tóquio, Nova York, Londres, Paris, Amsterdã, Berlim e Barcelona já é possível usar aplicativos para reservar uma mesa em um restaurante, agendar e adquirir ingressos em museus, consultar mapas e acompanhar a localização de ônibus e trens com facilidade.

A realidade aumentada é outra aposta para que o turismo seja alavancado após o controle de casos da covid-19 pelo mundo.  Algumas empresas do setor já permitem que clientes usem a realidade aumentada para ter um gostinho de como é o destino que vão visitar. Quem estiver interessado em conhecer as praias no Nordeste, por exemplo, pode ter um pouco da sensação de como serão as férias antes de fechar um pacote.

Já no Irã  é possível usar óculos ou dispositivos eletrônicos para ver como eram monumentos em seu esplendor antes de virarem ruínas. Uma alternativa para tornar um passeio pelas ruas mais interativo e informativo.

Cidades conectadas e o poder público

Uma cidade conectada oferece vantagens para seus cidadãos, para os turistas e também para o poder público por interligar diversos serviços e coletar dados  importantes sobre o funcionamento da cidade.

No Brasil, cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Florianópolis já investem na área e usam a tecnologia para facilitar a rotina. Segundo o COO da Um Telecom, Daniel Gomes, essa integração é importante para “melhorar os meios e processos da cidade”.

Segundo Daniel Gomes, o setor público e privado podem trabalhar juntos para garantir o desenvolvimento dessas tecnologias. “O poder público tem ativos que interessam ao poder privado e vice-versa”, afirma.

Essa parceria pode estar relacionada à disponibilidade de recursos, a criação de infraestruturas necessárias para implementar as novas tecnologias ou a troca de dados para o desenvolvimento de sistemas que atendam a demanda da população.

Com 5G, mais dispositivos ficarão conectados
Com 5G, mais dispositivos ficarão conectados Pixabay
Internet 5G

As cidades do futuro ainda estão começando a ser estruturadas e podem ser impulsionadas neste período de pandemia, mas depende também da popularização da internet 5G, a quinta geração da internet móvel, ainda não disponível no Brasil.

Esse tipo de conexão é muito mais rápida do que a 4G e permite uma troca de informações em tempo real e praticamente sem atraso, algo essencial para controlar dispositivos com precisão e sem colocar pessoas em risco.

No futuro, essa conexão permitirá que uma câmera de segurança que opera com reconhecimento facial alerte se alguém está usando máscara de proteção ou identifique um criminosos foragido. Em caso de um acidente de trânsito, um sistema automatizado poderá reportar a ocorrência para os bombeiros e para a polícia para um atendimento mais rápido.

“As cidades do futuro devem usar mais os seus recursos e oferecer aos seus cidadãos, turistas e trabalhadores uma melhor qualidade de vida”, explica Guizi.

30/04/2021

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