19/01/2018

Redes sociais aceleram remoção de discurso de ódio, diz União Europeia

UE não deve seguir exemplo de Alemanha, com imposição de leis punitivas
UE não deve seguir exemplo de Alemanha, com imposição de leis punitivas Alok Sharma/Pexels

As empresas de mídia social Facebook, Twitter e YouTube, do Goog4le, aceleraram a remoção de discurso de ódio online, avaliando mais de dois terços das reclamações dentro de 24 horas, mostraram novos dados da União Europeia.

A UE pressionou os grupos de mídia social para que aumentassem seus esforços para combater a proliferação de conteúdo extremista e de ódio em suas plataformas, ameaçando-as com legislação.

Microsoft, Twitter, Facebook e YouTube assinaram um código de conduta com a UE em maio de 2016 para revisar a maioria das queixas dentro de um prazo de 24 horas. O Instagram também assinará o código, disse a Comissão Europeia.

As empresas conseguiram revisar reclamações dentro de um dia em 81% dos casos, mostraram os números da UE divulgados nesta sexta-feira (19), em comparação com 51% em maio de 2017, última vez que a Comissão tinha monitorado o cumprimento do código de conduta.

Em média, as companhias removeram 70% do conteúdo sinalizado, contra 59,2% em maio do ano passado.

A comissária da Justiça da UE, Vera Jourova, disse que não quer ver uma taxa de remoção de 100% porque isso poderia afetar a liberdade de expressão.

Ela também afirmou que não é favorável a imposição de legislação como fez a Alemanha — o país chegou a proibir até relógios inteligentes para crianças. Entrou em vigor naquele país este ano uma lei que prevê multas de até R$ 196 milhões (50 milhões de euros) para redes sociais que não removerem discurso do ódio rapidamente.

Jourova disse que os resultados revelados na sexta-feira tornaram menos provável que ela pressione por uma legislação sobre a remoção do discurso de ódio.

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