220 mil visitantes são aguardados para os quatro dias da Comic Con Experience 2017, que começa nesta qunta-feira (7) e segue até 10 de dezembro na São Paulo Expo, zona sul da capital.
Fãs de cultura geek passarão pelo local para ver personalidades como Will Smith e Alicia Vikander, saber em primeira mão detalhes de séries e filmes, além de comprar produtos variados de franquias do mundo nerd.
Para estar nessa que já é considerada a maior convenção do segmento na história, muitas pessoas não medem esforços. Para não perder nenhum dia da Comic Con, jovens cruzarão o País, investirão pesado em cosplays (caracterização de personagens famosos) e em ingressos que variam entre R$ 99,99 e R$ 6,999,99 (passe vip com acesso exclusivo aos bastidores).
Poucos, no entanto, devem investir mais que Eduardo Pimentel. Cada cosplay que ele desenvolve para a feira custa em média R$ 15 mil e leva até 800 horas para ser finalizado. As caracterizações são feitas com impressoras 3D e depois passam por acabamento com lixação e pintura feita pelo próprio Eduardo.
O resultado fica tão parecido com a ficção que ele se transformou em um profissional do ramo e fabrica cosplays para outras pessoas também. A ideia ainda não é a principal fonte de renda dele, mas já tem garantido que ele invista nas próprias caracterizações sem mexer (muito) no próprio bolso.
— Em 2016, paguei R$ 600 de excesso de bagagem para transportar o cosplay no avião. Nesse ano, vou evitar o estresse e viajar quase mil quilômetros de carro, porque a Power Armor (da franquia Fallout) é muito grande. Eu faço cosplay por amor à arte. Me especializei em peças grandes no cenário de impressão 3D aqui do Brasil. Virei referência por ajudar a divulgar a tecnologia em outras aplicações e principalmente no processo de finalização de peças e pintura.
A advogada Helchi Helis, de Franca, interior de São Paulo, enfrenta nove horas de viagem para vir à Comic Con desde a primeira edição. Famosa nos corredores da convenção, ela costuma usar um cosplay por dia e posar para várias fotos. As caracterizações são feitas pela mãe dela, o que barateia o custo. Mesmo assim, há roupas e acessórios inspirados em personagens que podem custar até R$ 500 cada. É o caso de uma versão feminina do Kiko, que ela desenvolveu.
Neste ano, ela irá de Evil Queen (de Once Upon a Time), Galadriel de (O Senhor dos Anéis) e Cersei (de Game of Thrones).
— Eu escolho personagens que me agradem tanto visualmente quanto em relação à personalidade. Nem todos são bonzinhos, mas ainda assim gosto deles. Tem que me agradar nos dois sentidos, gostar do personagem em si, e da sua aparência (no caso da roupa mesmo).
As amigas Bruna Melo e Fernanda Andrade vão de Pernambuco para São Paulo desfilar seus cosplay exclusivos para cada dia de Comic Con.
Fernanda diz que perdeu as contas de quanto já gastou. Mas que as quatro caracterizações ultrapassaram R$ 1,2 mil.
— Eu não tenho um valor exato de quanto eu investi dessa vez, porque a Rita de Power Rangers tem uma armadura. A gente sempre acabava comprando mais e mais materiais. Acredito que tenha passado de R$ 1,2 mil.
Bruna, por sua vez, começa a jornada rumo ao evento em Caruaru (PE), de onde ela viaja de ônibus até a capital do Estado, Recife. De lá, ela vai de avião até São Paulo com outros cinco amigos.
— Eu venho me programando para essa viagem desde o começo do ano. Eu e meus amigos viemos em grupo exatamente para diminuir gastos. Irei de Mulher Maravilha, Cheshire Cat (Alice no País das Maravilhas), Maeve (Westworld) e Saraphina (Animais Fantásticos e Onde Habitam).
O webdisgner Peter Quini, de Marília, interior de São Paulo, não é um grande entusiasta dos cosplay, mas realiza uma tarefa para lá de complicada: garantir que todos os artistas que passam pela Artist Alley (espaço para que quadrinistas consagrados do Brasil e de outros países) autografem o pôster oficial da Comic Con.
Ele realiza isso desde a primeira edição e, nesse ano, tem um desafio ainda maior, já que serão 500 convidados neste espaço.
— E esse ano vou para minha quarta Comic Con. Agora, teremos quase 500 artistas e não sei se vão caber todas as assinaturas. Esse é o meu novo desafio, conseguir todas e que todas elas caibam dentro do pôster.
Para não ficar de fora da Comic Con, a estudante Brunna Luisa Peres virá acompanhada de Cuiabá (MT) da avó, de 66 anos. Ela diz que é comum ir com Tânia em eventos como Rock In Rio e outros shows pelo País e não é problema nenhum convencê-la.
— Minha avó sempre teve uma alma muito jovem. Já fomos pra show de rock, fizemos tatuagem, fomos ao Rock in Rio. Então não é muito difícil convencê-la. Ela adora estar no meio de coisas tão diferentes.
R7 - Jovem
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