22/08/2018

DNA revela cruzamentos entre duas espécies humanas ancestrais 

Fragmentos de ossos usados para teste do DNA
Fragmentos de ossos usados para teste do DNA T. Higham/Universidade de Oxford/Direitos Reservados/Agência Brasil

Pesquisadores encontraram nos ossos de uma menina que viveu há 90 mil anos o DNA de duas espécies humanas diferentes. Foi a primeira vez que a análise do genoma de um fóssil indicou esse tipo de cruzamento. A descoberta foi publicada na revista Nature nessa quarta-feira (22).

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A garota teria cerca de 13 anos e seria filha de uma mãe neandertal e de um pai denisovan, duas espécies humanas ancestrais ao homem moderno.

O fragmento de osso usado para o estudo do DNA foi encontrado em 2012, na caverna de Denisova, na montanha Altai, na Rússia. O local inclusive foi a inspiração para dar o nome da espécie humana ancestral, que foi identificada pela primeira vez em 2008. 

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A equipe de paleontólogos liderada por Viviane Slon e Svante Pääbo da Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology, em Leipzig, na Alemanha, escolheu chamar a garota com o nome de Denny.

Outras descobertas

Denny também ajudou os paleontólogos a avançar com outras frentes de pesquisa. A análise do DNA é a evidência de que havia um contato regular de neandertais que viviam na Europa e na Ásia com os denisovans que habitavam a região da Sibéria.

A descoberta indica que as duas espécies costumavam se misturar com mais frequência do que os pesquisadores imaginavam anteriormente.

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