02/07/2020

Pesquisadores desenvolvem sistema de desinfecção de locais fechados

Filtro usa a física para matar microorganismos mais rápido
Filtro usa a física para matar microorganismos mais rápido Divulgação/ Rui Sintra/ Assessoria de Comunicação IFSC

Pesquisadores do Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP desenvolveram um equipamento para descontaminação de ambientes fechados que promete matar o novo coronavírus, causador da covid-19, utilizando a tecnologia dos raiosultravioleta (UVC).

O equipamento cria um fluxo de ar próximo ao chão que puxa as impurezas do ambiente em direção ao sistema de desinfecção. Os pesquisadores explicam que o filtro utiliza os raios de luz intensa UVC para eliminar 99,99% dos vírus e outros micro-organismos. Em seguida, o ar filtrado é jogado na parte de cima da sala ou de um outro ambiente fechado.

Como o ar ocupa espaço, o ar limpo que é jogado na parte de cima da sala faz com que o ar contaminado seja jogado para o chão mais rapidamente junto com as impurezas. Esse processo físico é chamado de decantação. Esse fluxo de filtragem acontece diversas vezes, tornando o ambiente limpo. 

Com isso, os pesquisadores afirmam que o método criado pode trocar o ar de uma sala de tamanho médio em apenas 15 minutos. 

Tosse, espirros e ou falas de indivíduos infectados em ambientes fechados são potenciais vias de contaminação de vírus e bactérias. "Partículas podem permanecer no ar por várias horas", explica o supervisor do projeto e professor da USP, Vanderlei Bagnato, sobre a importância da qualidade do ar durante a pandemia.

A desinfecção sanitária é indicada para todos os lugares em que existe a circulação constante de pessoas. Segundo a USP, o sistema já está sendo implementado em algumas salas de aula para diminuir riscos de contaminação de estudantes, funcionários e professores durante atividades didáticas.

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