25/11/2020

Universidade denuncia roubo de dois cadernos de Charles Darwin

O desaparecimento dos cadernos de Darwin foi relatado pela primeira vez em 2001
O desaparecimento dos cadernos de Darwin foi relatado pela primeira vez em 2001 Pixbay/Wikilmages

A Universidade de Cambridge denunciou como "roubados" dois cadernos de Charles Darwin que desapareceram de sua biblioteca há 20 anos, um dos quais contém seu desenho da "árvore da vida", que se tornou o símbolo de sua teoria da evolução.

"Depois de uma busca exaustiva, a mais importante da história da biblioteca, os curadores chegaram à conclusão de que os cadernos, cujo desaparecimento foi relatado pela primeira vez em janeiro de 2001, foram provavelmente roubados", disse a prestigiosa universidade nesta terça-feira.

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O desaparecimento foi denunciado à polícia e os cadernos, avaliados em vários milhões de libras, foram adicionados ao arquivo da Interpol de obras de arte roubadas.

"Lamento profundamente que esses cadernos continuem desaparecidos, apesar das inúmeras buscas em grande escala nos últimos 20 anos, incluindo a maior da história desta biblioteca no início deste ano", disse Jessica Gardner, diretora do serviços bibliográfico.

Coincidindo com o "dia da evolução", que comemora o aniversário da primeira publicação em 24 de novembro de 1859 de "A Origem das Espécies", a grande obra do naturalista inglês, Cambridge lançou um convite à participação dos cidadãos para encontrar as obras.

A universidade explicou que os dois cadernos foram retirados em setembro de 2000 da sala onde os livros mais valiosos para fotografia eram guardados.

Durante uma verificação de rotina, em janeiro de 2001, foi descoberto que a pequena caixa que os preservava, do tamanho de uma brochura, não estava em seu devido lugar.

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Por muitos anos, os bibliotecários acreditaram que os cadernos haviam sido colocados no lugar errado da biblioteca, que abriga cerca de 10 milhões de livros, mapas, manuscritos e outros itens.

A obra de Charles Darwin (1809-1882), pai da teoria da evolução, possibilitou entender que o ser humano não estava no centro da vida.

No verão de 1837, quando voltou de uma viagem pelo mundo a bordo de um navio científico da Marinha britânica, ele esboçou em seu caderno uma "árvore da vida" que forma a base de sua teoria da seleção natural.

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