Os CEOs do Facebook, Mark Zuckerberg, e do Twitter, Jack Dorsey, foram convocados para depor nesta terça-feira (17) no Congresso dos Estados Unidos sobre moderação de contéudo nos períodos pré e pós-eleitoral.
Na ocasião, os executivos foram questionados sobre as medidas que têm tomado para minimizar o impacto de fake news e teorias conspiratórias disseminadas nas plataformas.
Diante do comportamento negacionista do presidente Donald Trump, que afirmou no Twitter, entre outras coisas, ter "ganhado as eleições por muito", a senadora democrata Dianne Feinstein perguntou a Dorsey se ele achava que estava fazendo o suficiente para combater a propagação de mentiras.
Em resposta, Dorsey disse que sim. Segundo ele, o Twitter coloca um aviso em tuítes que eles julgam que possam conter inverdades e tenta atuar o mais prontamente possível diante de casos como este.
Em seguida, Feinstein fez a mesma pergunta a Zuckerberg. A senadora ressaltou o caso das hashtags #StopTheSteal (em português, #PareORoubo) e #VoterFraud (em português, #FraudeDeEleitor), que, em 24 horas, tiveram juntas mais de 300 mil interações, após o republicano ter falsamente declarado vitória.
Zuckerberg respondeu que tem tomado medidas importantes para combater fake news sobre as eleições. De acordo com o CEO, além de o Facebook mostrar informações adicionais quando o usuário pesquisa por alguma hashtag específica, a plataforma criou ainda, em parceria com agências de notícias de alta credibilidade, como a Reuters, uma central de informações sobre as eleições ("Voting Information Center", em inglês), que reúne as principais notícias sobre o assunto.
O senador republicano Mike Lee, por sua vez, afirmou que acha que não tem havido imparcialidade por parte das plataformas, sugerindo que elas teriam uma inclinação partidária.
Lee citou o caso de um usuário do Twitter que teve um post derrubado após afirmar que "a cada quilômetro de muro que se construía na fronteira do México, mais se estaria dificultando o acesso de assassinos e predadores sexuais ao território americano", conteúdo que não fere as diretrizes da plataforma.
Dorsey respondeu que a medida foi, de fato, equivocada e que o Twitter já tomou providências para reverter o erro.
*Estagiária do R7 sob supervisão de Pablo Marques
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