A empresa norte-americana de tecnologia de transporte Virgin Hyperloop, que trabalha com o conceito de hyperloop (tecnologia de alta velocidade, em português), informou nesta segunda-feira (9) que realizou com sucesso o primeiro teste de seu trem ultrarrápido com passageiros a bordo. A experiência ocorreu na tarde de domingo (8) na cidade de Las Vegas, em Nevada, nos Estados Unidos
*Estagiária do R7 sob supervisão de Pablo Marques
Os dois primeiros passageiros do Pegasus, como foi batizado o veículo, foram o diretor de tecnologia da empresa, Josh Giegel, e a líder do setor de experiência do usuário, Sara Luchia. No futuro, será possível transportar até 28 passageiros quando todos os assentos estiverem ocupados
A 160km/h, Josh e Sara levaram apenas 15 segundos para percorrer uma pista de 500 metros. O recorde em testes foi atingido em 2017, quando o veículo viajou a 386 km/h. Segundo seus desenvolvedores, esta é uma velocidade ainda distante da prometida para o Pegasus, que deve ultrapassar os 1.080km/h quando o projeto for concluído
De acordo com especialistas, uma viagem hyperloop entre Nova York e Washington levaria apenas 30 minutos – duas vezes mais rápido que um voo a jato comercial e quatro vezes mais rápido que um trem de alta velocidade
Ao mesmo tempo em que o Pegasus é capaz de atingir velocidades altíssimas, o veículo também proporciona uma viagem silenciosa
O Pegasus é suspenso por levitação magnética, mesma tecnologia utilizada em trens-bala, com a diferença de que o veículo percorre um tubo selado a vácuo após ser impulsionado. Com isso, ele não sofre atrito com os trilhos, o que limita a velocidade em trens convencionais
Em entrevista ao portal The Verge, o professor de engenharia civil Constantine Samaras afirmou que uma experiência bem-sucedida realizada em uma pista de 500m não é suficiente para garantir a segurança do veículo
A Virgin Hyperloop pretende realizar ainda diversos testes, no entanto, e está trabalhando para obter a certificação de segurança do hyperloop até 2025 e dar início às operações comerciais até 2030
Segundo uma matéria publicada na Reuters no mês passado, a empresa escolheu o estado americano de West Virginia para hospedar um centro de certificação de U$ 500 milhões (cerca de R$ 2,7 bilhões na cotação atual do dólar) e uma pista de testes que servirá como campo de provas para sua tecnologia
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