22/02/2020

Usar o pagamento por aproximação no carnaval é um risco?

Pagamento por aproximação é seguro, mas pode ser usado em golpes
Pagamento por aproximação é seguro, mas pode ser usado em golpes Pixabay

O carnaval leva multidões para as ruas e a compra de produtos e bebidas durante os dias de festa costuma ser feita por cartão para tornar o pagamento mais rápido e também evitar o uso de dinheiro em local público.  

Apesar da praticidade, os foliões precisam ficar atentos para não serem vítimas de golpes. O Procon-SP publicou um alerta para que o uso de pagamentos por aproximação, que usam tecnologia NFC, sejam feitos com cautela.

Leia também: Crédito ou débito? Qual a forma mais segura de pagar no carnaval

Essa tecnologia permite realizar compras no valor de até R$ 50 reais sem precisar digital a senha, basta tocar o cartão na máquina. Essa seria a brecha de segurança que estaria sendo usada por criminosos.

Segundo a entidade, há relatos de pessoas que foram vítimas de criminosos que aproximaram máquinas de cartão de bolsas, carteiras e bolsos para realizar débitos indevidos.

“Não coloque o cartão em local que seja fácil a aproximação da máquina sem que você possa ver, principalmente em situações de aglomeração”, diz Fernando Capez, diretor executivo do Procon-SP.

Leia também: Google vai encontrar blocos e ajudar a denunciar assédio

O Procon-SP recomenda que os consumidores desativem essa função de pagamento ou guarde o cartão em local seguro e que não fique longe da vista.

"Em teoria, é possível fazer esse "arrastão digital" encostando uma maquininha em vários cartões e debitando o valor limite de R$ 50, mas o risco é baixo", diz Tom Canabarro, CEO da Konduto, empresa de antifraude para e-commerces e pagamentos digitais.

Apesar do risco, Canabarro explica que o pagamento é seguro. "O pagamento por aproximação impede diminui as chances da pessoa ser vítima de golpes mais comuns, como a troca de cartão, e torna impossível a clonagem."

O pagamento por aproximação também pode ser feito por carteiras digitais que funcionam a partir de dispositivos eletrônicos, como celulares e smartwatch.

Leia também: Carnaval de São Paulo terá sistema para evitar chuva nos blocos

“Para realizar uma operação com o celular, a pessoa precisa autenticar o serviço com leitor biométrico, código PIN ou com reconhecimento facial, ou seja, se o smartphone for furtado, basta bloquear o aparelho para proteger as suas informações”, diz o Ralf Germer, CEO e cofundador da PagBrasil, fintech brasileira de processamento de pagamentos para e-commerce. 

Veja também:

Influenciadores dão dicas para bombar suas fotos no Instagram

0 comentários:

Enviar um comentário