Hackers brasileiros ligados ao grupo Anonymous teriam utilizados bots, perfis que simulam o comportamento de usuários reais nas redes sociais, para aumentar o alcance de posts e hashtags na internet. O objetivo da ação seria influenciar a opinião pública nas eleições presidenciais deste ano.
A empresa de cibersegurança FireEye, que atua junto ao governo dos EUA contra ameaças estrangeiras, foi a responsável por identificar a atividade irregular. Segundo a investigação, a estratégia para influenciar as redes usava perfis falsos que agiam a partir da Rússia.
O sistema de proteção da FirEye identificou a atuação dos hackers no fim de setembro. No entanto, há indícios de que até agora, às vésperas da eleição, os bots continuam agindo.
De acordo com Cristiana Kittner, responsável pela investigação de atividades de espionagem na FireEye, essa foi a primeira vez que uma ação russa pode ser ligada diretamente ao atual ciclo eleitoral brasileiro.
Invasão do Ministério da Defesa
O mesmo grupo assumiu a responsabilidade pela a invasão da página do Ministério da Defesa no Facebook, em setembro deste ano. A ação foi classificada pelos envolvidos como um "ato contra o fascismo".
Os hackers também divulgaram dados pessoais do General Hamilton Mourão, candidato à vice de Jair Bolsonaro, e do comandante do Exército Eduardo Villas Boas.
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