Em meio à disparada do consumo de músicas e áudios em geral nos aplicativos para smartphones, o Spotify promoveu um evento para produtores de podcast de todo o Brasil. Entre sexta-feira (1º) e sábado (2), quase mil pessoas se reuniram na Cinemateca, em São Paulo, para discutir o futuro desse formato, que ganha cada vez mais usuários no país.
Foi a primeira vez que a plataforma de streaming de música criou um evento específico para debater os próximos passos do podcast no mundo. O Brasil, grande consumidor de podcasts, é um público-alvo estratégico para as pretensões do Spotify, que quer “se tornar o líder de consumo de áudio no mundo”, nas palavras da diretora-geral para a América Latina da empresa, Mia Nygren.
“Desde que lançamos o Spotify no Brasil, as receitas gerais com música cresceram 30% entre 2014 e 2018 no país. [...] O mais interessante é que, no mesmo período, a mudança para o consumo de streaming de música cresceu de 10% para 70%. Estamos extremamente orgulhosos de ser o motor desse crescimento”, afirmou a executiva.
Ao todo, o Spotify tem 248 milhões de usuários ativos, sendo 22% deles na América Latina. Dentre esse universo de consumidores, 113 milhões são assinantes — 20% deles vivem na América Latina. Os números da plataforma ainda passam por 50 milhões de músicas disponíveis e 500 mil podcasts.
De olho nesse filão, os podcasts, que não para de crescer no país, a companhia sueca mira angariar novos produtores (podcasters) para abastecer os celulares e os ouvidos de uma população cada vez mais celularizada e com sede de informação e entretenimento.
“A oportunidade do áudio é massiva. [...] Qualquer pessoa pode contar uma história sem uma tela”, explica Mia. “Assim como nós fizemos com a música, estamos trabalhando intensamente com o podcast com o foco em curadoria e customização”, detalha.
“Nós redesenhamos a plataforma, adquirimos os principais players e estamos servindo os mercados locais. As aquisições vão acelerar o caminho para se tornar uma companha líder mundial de áudio e também entre os produtores de podcasts”, projeta a executiva.
O Spotify está para o áudio praticamente como a Netflix está para o vídeo. Porém, há concorrentes de peso para o Spotify, que merecem destaque.
O usuário pode escolher serviços como Apple Music, que tem cerca de 30 milhões de títulos e estratégia de preço parecida. Assim como o Spotify, tem aplicativos para sistemas Android e iOS.
Os consumidores também podem procurar serviços como o Google Play Music, o Deezer e o Claro Music. Todos têm particularidades quanto ao preço, tempo de degustação e quantidade de músicas disponíveis. Vale pesquisar antes de assinar.
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